Anualmente os meses de maior calor vêm acompanhados de um aumento no número de casos de diarreia. De acordo com a enfermeira coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Ivanete Rauber Althaus, durante a semana epidemiológica 47 (11 a 17 de novembro), foram registrados 62 casos de diarreia somando-se as Unidades Básicas e mais 30 casos notificados no Hospital. “Isso representa um aumento de 300% em relação às semanas antecedentes. Felizmente, são poucos os casos que apresentaram desidratação”, diz.


Ela explica que esse aumento se deve ao consumo de alimentos e bebidas contaminados, contato com água imprópria para banho e aumento na circulação de vírus, bactérias e parasitas que causam a doença, que se multiplicam rapidamente em altas temperaturas próprias do verão. Dentre os causadores estão os vírus (Rotavírus Norovírus) e as bactérias Escherichia coli (enteropatôgenicas), Salmonella e Shigella, além dos parasitas Cryptosporidium, Cyclospora e Giárdia. 


“A principal manifestação da doença é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência, podendo ser acompanhadas de náusea, vômito, febre e dor abdominal”, ressalta a enfermeira. 


Cuidados Básicos:Higiene pessoal com destaque para a lavagem frequente das mãos (antes de preparar ou comer alimentos e após as evacuações); Lavar bem os alimentos e guardá-los em recipiente fechado e na geladeira; Lavar frutas e verduras em água corrente antes de consumi-los; Beber agua fervida ou filtrada; Dar preferência a alimentos leves como frutas e verduras; Aumentar a quantidade de líquidos ingeridos (água, chás, sucos).