O Projeto Escola Viva está em um formato diferente neste ano. Com o saldo de recursos do cofinanciamento do Banco Itaú, foi aprovado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente a continuidade das oficinas. Hoje o projeto está inserido no Serviço de Convivência e fortalecimento de Vínculos (SCFV), executado pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Tem dois núcleos do SCFV, sendo um no bairro Jardim Maria Terezinha, vinculado ao Cras daquele bairro e outro núcleo vinculado ao Cras Central. 


 “Tivemos continuidade de diversas oficinas, dando sequência ao que já era executado como: desenho, música, contação de história e teatro, artesanato, treinamento desportivo, cidadania, informática, dança e neste ano incluímos a patinação, é uma oficina nova que está ocorrendo no Maria Terezinha e algumas oficinas interagem com o SCFV do Cras Central. O número maior de atendimentos acaba sendo no Cras do Maria Terezinha por atender o contraturno da escola e pelo espaço físico que dá condições de atender mais crianças. Já no Cras Central tem um número menor de crianças e adolescente e eles são vinculados ao Programa AABB Comunidades, com isso, duas vezes por semana o SCFV do Cras Central se desloca até a AABB para executar diversas atividades”, explica a secretária de Assistência Social, Ivone Orso. 


Conforme a coordenadora do Cras, Suamy Audrea Sachett, os resultados do Projeto Escola Viva foram positivos. “Relatos dos pais são que as crianças tiveram melhora no aprendizado, de maneira geral, porque ampliando o que ela já conhece vai conseguir desenvolver em demais aspectos. Também em função das crianças e adolescentes estarem em um lugar seguro, onde a criança recebe informações, é bem cuidada e é um trabalho gratuito para as famílias”, afirma. 

Neste ano, para início da oficina de Patinação foram adquiridos 20 patins. “As aulas estão sendo executadas duas vezes na semana. Estamos percebendo uma grande adesão das crianças e dos adolescentes por ser algo novo e estamos satisfeitos de poder proporcionar o acesso a essas oficinas. Hoje percebemos que os patins já estão sendo insuficientes pela demanda, pelo número de crianças e adolescentes, então vamos adquirir um número maior de patins para que possamos proporcionar o acesso a essa oficina para mais crianças”, ressalta Ivone. 


Atualmente são atendidos cerca de 280 crianças e adolescentes, nos dois núcleos. No núcleo central são atendidas 110 crianças e nesta semana, para estes alunos, iniciaram as aulas de tênis de quadra, em parceria com o Programa AABB Comunidade, Banco do Brasil e Associação do Banco do Brasil que contrataram o professor, para duas vezes na semana estar ministrando aulas de tênis de quadra para essas crianças e adolescentes. 


A coordenadora do SCFV do Maria Terezinha e do Centro, Salete Duarte, diz que a cada dia tem chegado crianças e adolescentes novos. “Isso significa que a sociedade em si está gostando do trabalho desenvolvido”, ressalta.