O secretário de Agricultura de Pinhalzinho, Honorino Dalapossa, esteve participando no dia 20 de novembro, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis, de uma importante reunião que tratou sobre o recolhimento de carcaças de animais mortos. Também participaram representantes de agroindústrias, sindicatos da indústria da carne, empresas de desenvolvimento agropecuário, prefeitos, o secretário de Agricultura do Estado, diretor do Mapa em Santa Catarina e o governador Carlos Moisés da Silva que também se fez presente.


Dalapossa ressalta que a discussão foi em torno de voltar a recolher os animais mortos, que é um problema ambiental e sanitário enorme. 


A empresa encarregada do projeto interrompeu os serviços ainda em 2018. Ela realizava o trabalho, estruturou uma planta industrial para atender todo o Estado, no qual todos os anos são registrados um volume de mais de 700 mil toneladas de bovinos, suínos e aves mortos. Na ocasião, entretanto, apenas uma agroindústria teria aderido ao projeto, tornando a operação inviável financeiramente. 


O secretário esclarece, que a questão de recolhimento de carcaças de bovinos está mais tranquila, porque os interessados são os municípios. “Praticamente todos os municípios do Oeste entendem que o agricultor já perdeu o animal. Então, é possível dar esse suporte aos produtores por parte dos municípios, pois o custo público da recolha é menor do que o custo da hora máquina que se descola a propriedade para enterrar o animal, além do ganho ambiental que temos”, destaca. 


Autor da Lei 16.750, de 2015, que regulamenta a atividade em Santa Catarina, Mauro de Nadal (MDB) afirmou que a edição, em outubro deste ano, da Instrução Normativa 48/2019, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), trouxe segurança jurídica para a continuidade do projeto Recolhe, que agora depende principalmente de acertos financeiros entre as partes envolvidas.  


“O recolhimento das carcaças de bovinos vemos hoje como um ponto pacífico, porque há uma participação e uma vontade das administrações municipais de aderirem ao projeto e bancarem os custos envolvidos. Agora o impasse está na suinocultura, para a qual acredito que nos próximos dias também encontraremos solução”, ressalta De Nadal.
O secretário de Agricultura de Pinhalzinho diz que nos município a situação continua a mesma, porém acredita que a partir de fevereiro de 2020 as carcaças de animais mortos passam a ser recolhidas.