Foi decretado novamente situação de emergência, em Pinhalzinho.  No dia 06 de junho, encerrou o decreto assinado em janeiro deste ano, em decorrência da enxurrada que causou grandes prejuízos na virada de ano.

 


Na manhã desta sexta-feira (09) o prefeito Mário Afonso Woitexem, integrantes da Defesa Civil, secretários municipais, instituições ligadas à área agrícola e representantes de todas as classes do município, estiveram em reunião para definir se o município decretava ou não situação de emergência, devido às chuvas recorrentes dos últimos dias que causaram danos principalmente na produção agrícola.

 


Conforme explica o prefeito, quando é decretado situação de Emergência, o decreto é de seis meses e isso significa que o município ficará nestes 12 meses de governo sob Decreto de Emergência. “Não podíamos tomar esta decisão sem consultar a todos, visto que o prejuízo hoje é de produção, na agricultura. A decisão de decretar emergência foi unanime. Foram apresentados dados oficiais da Epagri e nestes dez primeiros dias de junho tivemos mais de 150 milímetros de chuva, com o que choveu no mês de maio, tivemos mais de 400 milímetros, onde a média histórica do município dos últimos 40 anos, não ultrapassava 170 milímetros. Tudo o que foi apresentado deu total segurança para decretarmos emergência de imediato”, ressalta Woitexem.

 

         
Para decretar emergência os prejuízos precisam atingir um percentual da receita líquida, ou seja, para que o decreto seja reconhecido pelo Estado e pela União o prejuízo precisa ser superior a R$ 8 milhões. O prefeito acredita que as perdas na agricultura, em Pinhalzinho, sejam superior a este valor.

 


Também foi definido na reunião, para contatar os prefeitos da região para formar um grupo e juntos buscar soluções de como proteger e defender os agricultores.

 


O secretário de Agricultura, Honorino Dalapossa, disse que a maior perda é nos estabelecimentos de produção do município. “Começamos os trabalhos de levantamento dos prejuízos e esperamos que até o início da semana que vem, tenhamos os dados para que possam protocolar junto à Defesa Civil Estadual o pedido de situação de Emergência. Nossa equipe está unida, a sociedade está entendendo e vamos superar isso também. Que no final isso se some em experiência e a coroação de um trabalho onde a sociedade está junta com a administração pensando em um município efetivamente melhor”, salienta.

 


Foi renomeada também a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMPDEC). Formada por: Coordenador: Cléder Joares Orth. Conselho Municipal: Sérgio Mazonetto, Algacir Dall Agnol, Honorino Dallapossa, Elmo Zanchet, Ivone Orso, Fabrício Fontana, Saloá Calazans. Secretária: Sívia Regina Kulakowski Utzig; Setor Técnico: Juliano Kolankiewicz e Aline Paula Gonzatti; Setor Operativo: Lau Triches e Márcio Galiazzi. O grupo de planejamento e apoio é formado entidades e instituições do município.