O Museu Histórico de Pinhalzinho realizou diversas atividades no primeiro semestre de 2019. Atendeu 2.681 visitantes, entre estudantes das escolas da rede municipal, estadual e privada, Uniti, Apae, comunidades do interior e visitantes em geral. O maior público foi de educandos e professores do ensino fundamental.


Neste semestre o Museu foi até as escolas do município com o projeto ‘Fragmentos da Memória: História e preservação do patrimônio cultural do Oeste Catarinense’, onde todos os alunos do ensino fundamental do 3° ano ao ensino médio foram atendidos. Também foram realizadas duas edições do projeto ‘Uma Noite no Museu’ e a Semana de Museus que mobilizou as culturas tradicionais do município, evento que contou com a participação de aproximadamente 269 pessoas. 


O Museu conta com a colaboração de uma assessora, Ligia Baumgratz, estudante do 4º período do curso Pedagogia. Entre as suas funções está à realização dos agendamentos, auxílio nas atividades realizadas e organização do ambiente.  Ela salienta que ao realizar o gráfico de público atendido no primeiro semestre para relatório ficou satisfeita com o número de pessoas atendidas. “Desses 2.681 visitantes, posso afirmar que pelo menos uma coisa nova aprenderam com nós, o que nos dá a sensação de dever cumprido”, diz.


Também atua no Museu Histórico de Pinhalzinho o estagiário, Eugenio Jacob Hansen, estudante do 4º período do curso de História da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que auxilia na conservação do acervo e realiza pesquisas. Conforme ele, é de suma importância para um historiador a pesquisa em fontes primárias, que se consistem em jornais, livros antigos, fotos e entrevistas que estão presentes no acervo museológico, para possibilitar ao historiador uma análise sem grandes interferências de determinados fatos e períodos da história. Pois, se optar em estudar o trabalho de outra pessoa e não uma fonte primária estará suscetível a influência do autor, porque é muito difícil fazer uma análise neutra. 


“Outro fator de grande importância é o cuidado que dever ter com os objetos do acervo museológico. Devemos desenvolver a consciência de que esses itens carregam a história de nossa cidade e também do Oeste Catarinense. Por esse motivo, usamos diariamente luvas, mascaras, entre outras ferramentas para manuseá-los e sempre pedimos aos visitantes que não entrem em contato com os itens em exposição”, ressalta o estudante de História.


De acordo com a coordenadora do Museu Histórico de Pinhalzinho, Neiva Lermen, para o segundo semestre terão continuidade as visitações e demais projetos, além disso, dois projetos novos serão executados em parceria com o Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (CEOM), que é o projeto ‘Saúde, doença e cura: Aspectos dos tratamentos e atendimentos realizados no Oeste Catarinense’, e mostra de cinema infantil para atender as crianças do pré-escolar do município. “Daremos continuidade ao projeto ‘Uma noite no Museu’ e ao projeto ‘Resgatando Saberes e Sabores’, onde em parceria com a primeira dama, Claudia Woitexem, com a Secretaria de Assistência Social e a Cooperativa Regional Itaipu levamos atividades, culinária e palestras para as comunidades do interior de Pinhalzinho”, aponta.