HISTÓRIA

COLONIZAÇÃO

Até 1931, o nome de Pinhalzinho era desconhecido. Predominavam pequenas matas de pinheiro, que futuramente designaria o surgimento do nome Pinhalzinho.

Os primeiros moradores que habitaram a Região, conhecendo a fertilidade desta terra, vieram à procura de novas fontes de renda. Sua grande maioria era originária do Estado do Rio Grande do Sul.

No início era assim: [...] aqui era tudo mato por tudo. Puro mato. Finado pai quando entrou aqui em Pinhalzinho, olha, tinha um comércio ali embaixo na saída pra Volta Grande – antes do Jorge Silva. Quando o Jorge entrou, nós já estava pra cá. Ele entrou com uma tropa de mula pra carregar produto. Antigamente, dizia os cargueiro, mas era feita com bruaca, feita de couro de boi. (CRUZ, 2007).

Quando conversamos com os vovôs e as vovós que viveram em Pinhalzinho, nas primeiras décadas da colonização do município, são muito comuns comentários como:

Em Pinhalzinho era tudo mato, não existia água encanada, energia elétrica, hospitais, meios de transporte, estradas...”.

Existia mais respeito, a educação era mais severa, bastava o pai olhar e entendíamos o recado”.

As crianças fabricavam seus brinquedos e aprendiam desde cedo a trabalhar...”.

 “A escola era longe, caminhávamos muito, de pé descalço levando uma batata-doce ou um pedaço de pão de lanche, quando tinha!

(Frases retiradas das entrevistas listadas nas Referências do Livro “Retratos, Memórias e Fragmentos da História de Pinhalzinho”)

A colonização de Pinhalzinho, oficialmente teve início na década de 1930 por famílias de origem alemã, oriundas principalmente de Selbach, Rio Grande do Sul. Esse movimento migratório fez parte do processo colonizador iniciado na região Oeste catarinense, após a Guerra do Contestado e teve como finalidade desenvolver e oportunizar o progresso da região.

Segundo Manfrói (apud VICENZI, 2008, p. 36), esse processo se “[...] estendeu pelo Oeste catarinense ao longo da estrada Chapecó-Clevelândia e pelo sudoeste paranaense, toda esta região foi povoada por descendentes dos primeiros imigrantes, alemães, italianos e poloneses”, instalados no Rio Grande do Sul no século XIX.

Na época, já residiam no Oeste de Santa Catarina os caboclos, conhecidos também como brasileiros, oriundos do Rio Grande do Sul, muitos destes são remanescentes principalmente da Revolução Federalista, Guerra do Contestado e Coluna Prestes.

A partir da década de 1950, gaúchos, descendentes de italianos oriundos geralmente dos municípios gaúchos, Erechim, Várzea, Guaporé, Garibaldi, Lagoa Vermelha chegaram ao espaço que, hoje, compreende o município, atraídos pelas possibilidades de comércio e melhoria das condições de vida.

Pinhalzinho, inicialmente era pertencente ao município de Chapecó, cuja jurisdição abrangia todo o Oeste de Santa Catarina. Posteriormente, seu território passou a pertencer ao município de São Carlos - SC, até então centro urbano mais próximo.

Devido a sua centralização, constituía-se como ponto intermediário aos visitantes e, aos poucos, foi tomando impulso, logo sendo elevado à categoria de distrito do município de São Carlos - SC, em 1956.


FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

Distrito criado com a denominação de Pinhalzinho, pela lei municipal nº 30, de 12­05-1956. Desmembrado do distrito de Saudades, subordinado ao município de São Carlos. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o Distrito de Pinhalzinho figura no município de São Carlos.

Elevado à categoria de município com a denominação de Pinhalzinho, pela lei estadual nº 780, de 07-12-1961, desmembrado de São Carlos. Sede no antigo distrito de Pinhalzinho ex-Povoado. Constituído do distrito sede. Instalado em 30-12-1961.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VI- 1995. Pela lei municipal nº 1079, de 12-10-1995, é criado o distrito de Linha Machado e anexado ao município de Pinhalzinho. Pela lei municipal 1145, de 09-05-1997, o distrito de Linha Machado passa a denominar-se simplesmente Machado. Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 2 distritos: Pinhalzinho e Machado. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.


ECONOMIA

Sua economia distribui-se entre os setores da indústria, agricultura e comércio, predominando o setor industrial. Possui um comércio moderno e competitivo, prestação dos serviços básicos de qualidade, profissionais capacitados e grandes empreendedores. Agricultura possui boa produtividade. Conta ainda com serviços de segurança, saúde e educação, todos de boa qualidade, oferecendo aos pinhalenses boas condições de vida.


TURISMO

Pinhalzinho possui condições naturais favoráveis: clima ameno, topografia plana e predomínio da natureza. O município é conhecido pela hospitalidade, de seu povo simples e unido, por isso recebeu o nome de Capital da Amizade... É um ótimo lugar para se investir, principalmente em turismo de negócios. A tradição de crescimento traz para Pinhalzinho, empresas que procuram espaço para a sua instalação. O município também conta com recursos naturais como: rios, cascatas, matas nativas, oferecendo um potencial para o turismo ecológico e de lazer.

Gentílico é Pinhalense. O município está localizado no centro da microrregião Oeste do Estado de Santa Catarina, situando-se entre dois grandes centros, Chapecó e São Miguel do Oeste. Possui um território de 128,7 Km2 e população estimada de 18.284 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Num raio de 12 km, Pinhalzinho engloba outros 11 (onze) municípios comercialmente dependentes.


RESUMO

Pinhalzinho, município brasileiro do estado de Santa Catarina. Conta com um parque industrial diversificado, com destaque para o setor de agroindústrias, madeireiro, têxtil e mecânico.

Um dos pontos fortes do município de Pinhalzinho é a educação. Conta hoje com três instituições de Ensino Superior: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade do Oeste de Santa Catarina (UNOESC) e Horus Faculdades, além do acesso que a comunidade acadêmica possui no ensino superior à distância. Em 2006, recebeu o prêmio de Melhor Gestão da Merenda Escolar, atribuído a poucos municípios do Brasil. Na educação infantil, Pinhalzinho destaca a inclusão ao Fundeb que proporciona um aumento de recursos para aplicação, inclusive, através da institucionalização do ensino. O transporte escolar é mantido com recursos próprios e parceria com o Governo do Estado.

Em Pinhalzinho, como promoção do Poder Público, ocorre a EFACIP (Exposição Feira Agropecuária, Comercial e Industrial de Pinhalzinho), além da Festa Colonial do Vinho, Queijo e Salame. Ambas atraindo ótimo público visitante e divulgando o município em âmbito estadual.


HISTÓRICO DE PREFEITOS DE PINHALZINHO


Prefeito - Guilherme Werlang

Guilherme Werlang

Gestão 1961-1963


Prefeito - José Bruno Weber

José Bruno Weber

Gestão 1963-1968


Prefeito - Alexandre Grando

Alexandre Grando

Gestão 1968-1969


Prefeito - Gabriel Schaff

Gabriel Schaff

Gestão 1969-1973


Prefeito - Paulo Junqueira da Silva

Paulo Junqueira da Silva

Gestão 1973-1977


Prefeito - Neuro Isidoro Bugnotto

Neuro Isidoro Bugnotto

Gestão 1977-1980


Prefeito - José Wolschick Neto

José Wolschick Neto

Gestão 1980-1983


Prefeito - Darci Fiorini

Darci Fiorini

Gestão 1983-1989


Prefeito - Clênio José Razera

Clênio José Razera

Gestão 1989-1993


Prefeito - Remi João Ströher

Remi João Ströher

Gestão 1993-1997


Prefeito - Darci Fiorini

Darci Fiorini

Gestão 1997-2001


Prefeito - João Rodrigues

João Rodrigues

Gestão 2001-2002


Prefeito - Anecleto Galon

Anecleto Galon

Gestão 2002-2008


Prefeito - Fabiano da Luz

Fabiano da Luz

Gestão 2009-2012


Prefeito - Fabiano da Luz

Fabiano da Luz

Gestão 2013-2016