A recorrente chuva dos últimos dias está causando estragos no interior de Pinhalzinho, tanto nas estradas, quanto nas lavouras. O secretário de Agricultura, Honorino Dalapossa, fala sobre o assunto.


“Em 1983 vivenciamos um modelo semelhante a este de clima, com um período longo de chuva, com chuva intensa, destruindo tudo o que havia sido feito. Tudo o que realizamos desde o início do ano, em melhorias de estrada, pátios de propriedades, terá que ser refeito. O prejuízo foi muito grande, e somente quando o tempo melhorar que vamos nos dar conta que para voltar na condição que estava há 30 dias vai demorar muitos dias de trabalho”, menciona.


Conforme o secretário, desde a noite de 31 de dezembro de 2016, foram presenciados fenômenos como estes e que em cinco meses não tiveram 60 dias para que o Departamento de Obras pudesse cuidar especificamente de estradas. “Os gastos estão sendo elevados, muito além daquilo que esperávamos, para que se possa dar uma condição mínima de trafegabilidade, do ir e vir de caminhões nas propriedades. O prejuízo é muito alto para o município, para o produtor rural e para toda a população”, diz. 


Dalapossa pede paciência e que a população pondere quanto atribuir culpas, pois se trata de um fenômeno climático. 


Quanto à produção agrícola ele ressalta da perca do soja tardio, que grande parte não tem cobertura de Proagro porque está fora do zoneamento agrícola do Ministério. Silagem também está se perdendo por falta de condição climática para colher. “Todos estão perdendo e isso não é somente a condição de Pinhalzinho, mas é de todo o Estado”, afirma.
Quem precisa de atendimento emergencial pode entrar em contato com a Secretaria de Obras, no número 3366-6685. Dalapossa deixa claro que estão sendo realizados somente trabalhos de emergência.