Por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), com base no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), na Lei nº 12.982/2014, a partir deste ano de 2019, modificou a conduta com a alimentação dos bebês de 4 a 12 meses, atendidos pelos Centros de Educação Infantil do município de Pinhalzinho, as quais ganharão um reforço especial.

Até então, a educação Infantil sempre utilizava leite de vaca na alimentação dos bebês. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria em 2012 refere – se ao leite de vaca como sendo muito diferente do leite humano em quantidade e qualidade de nutrientes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, o leite de vaca não é um alimento recomendado para crianças menores de um ano (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2012).

As Fórmulas Infantis para lactentes (bebês) correspondem a leites industrializados indicados para bebês que não estão em aleitamento materno. A grande maioria das fórmulas existentes no comércio é elaborada à base de leite de vaca e segue as recomendações do “Codex Alimentárius4 ”. No entanto, apesar de sua adaptação com relação aos carboidratos, proteínas e vitamina, os fatores anti-infecciosos e bioativos encontrados no leite materno não são encontrados nas fórmulas infantis. Diante da impossibilidade do aleitamento materno, é recomendado que crianças menores de 6 meses de vida sejam alimentadas com fórmulas infantis para lactentes e as de 6 a 12 meses com fórmulas de seguimento para lactentes (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA, 2008).

A nutricionista da Alimentação Escolar do município, Linéia Pezzini, comemora a conquista e explica... “sem dúvidas, amamentar é um processo natural e instintivamente seguro que alimenta, conforta e reforça os laços entre mãe e filho, principalmente durante os seis primeiros meses de vida da criança. Porém, nem sempre é possível realizar o sonho da amamentação ideal”.

“Muitas vezes, o leite materno precisa ser substituído por uma fórmula láctea e, por isso, é importante conhecer os benefícios das opções disponíveis para alimentar o bebê em todas as suas fases de desenvolvimento. Afinal, todo cuidado é pouco na hora de complementar o leite materno ou substituí-lo, se for necessário”.

Quando existe a impossibilidade do bebê consumir o leite materno, as fórmulas lácteas entram em ação. Mesmo não oferecendo todos os benefícios da amamentação exclusiva, essas fórmulas foram desenvolvidas para fornecer os nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê, de acordo com cada fase da vida.

Atenção!
É sempre importante lembrar que o leite materno só deve ser complementado ou substituído por uma fórmula láctea através de prescrição de um médico ou especialista, explica Linéia.

Segundo o Secretário de Educação Fabricio Fontana “Sabemos da importância das fórmulas infantis. A adquirir esse produto, foi uma conquista para nós da administração, sabemos que o então o leite oferecido nos CEIMS garante uma nutrição adequada e isso se reflete na prevenção às doenças”,

Ainda de acordo com o secretário, a compra de produtos é feita por meio de licitação e as marcas específicas se definem conforme o vencedor do processo licitatório. “Por isso é importante explicar aos pais a importância do laudo completo se necessitar de um leite especifico. Além disso, nós não trabalhamos com marca, mas sim com composição nutricional, que é do que as crianças precisam”, concluiu.

Vale referir-se que no início do ano letivo todos os professores e merendeiras que atuam nos Berçários da rede municipal, atendendo crianças de 4 meses a 1 ano, receberam treinamento sobre a correta utilização da fórmula infantil assim como da introdução alimentar na primeira infância.

Referente à alimentação especial

De acordo com Setor de Alimentação Escolar, foi realizado um trabalho de orientação junto às equipes gestoras escolares para divulgar e conscientizar todos os envolvidos (pais ou responsáveis, alunos, coordenadoria escolar) sobre o direito à alimentação diferenciada. Para a Nutricionista, Linéia Pezzini, é importante destacar que a alimentação diferenciada quando atestada sua necessidade, é um direito previsto em lei.

Procedimento

O acesso ao atendimento especial na alimentação escolar tem seu primeiro passo na hora do preenchimento de formulário específico no ato da matrícula e deve constar de informações acerca da patologia da criança ou do aluno, se possui ou não necessidade de restrições alimentares, havendo necessidade de laudo ou atestado médico. Caso esta restrição aconteça no decorrer do ano letivo, o responsável pela criança devera encaminha o laudo ou atestado imediatamente à direção da escola. A unidade de ensino Infantil ou Fundamental, por sua vez, deve encaminhar o laudo e ou atestado ao Setor de Alimentação Escolar que irá tomar as condutas cabíveis.

Por fim ressalta-se que o ingrediente mais utilizado na Alimentação Escolar é o AMOR. “Quando ouvimos os relatos das merendeiras...“Eu preparo com amor. Eu sempre gostei do que faço. Amo cozinhar para as crianças e preparar as coisas do jeitinho que elas gostam”... esses relatos nos dão a certeza que estamos no caminho certo”, reforça Linéia.

Segundo o relato da mãe Marta Schimidt Adriano “A alimentação escolar é excelente, elas têm todo cuidado e carinho no preparo da alimentação, o lanche que meu filho mais gosta é mini pizza e fruta.